Como fazer uma resenha

Muitas pessoas tem dificuldade para fazer uma resenha. Aí vai um texto explicando o que é e como fazer uma resenha. Esse texto foi passado na minha faculdade para a aula de Teoria da Administração. Desconheço o autor…
“O que é uma Resenha Descritiva?
Como um gênero textual, uma resenha nada mais é do que um texto em forma de síntese que expressa a entendimento do autor sobre um determinado tema ou assunto, e tem por objetivo sintetizar um determinado capítulo, artigo ou obra. Em suma, a resenha deve ir direto ao ponto, mesclando momentos de pura descrição com momentos de crítica direta. O resenhista que conseguir equilibrar perfeitamente esses dois pontos terá escrito a resenha ideal. No entanto, sendo um gênero necessariamente breve, é perigoso
recorrer-se ao erro sendo superficiais demais. O texto precisa mostrar ao leitor as principais características do assunto, mas sem esquecer de argumentar em determinados pontos e nunca usar expressões que denotem seu agrado ou não do assunto. A resenha deve ser finalizada com uma conclusão do resenhista sobre a leitura realizada, sua compreensão do tema, sem, contudo, colocar seu ponto de vista a respeito do assunto.A resenha, como qualquer modalidade de discurso descritivo, nunca pode ser completa e exaustiva, já que são infinitas as propriedades e circunstâncias que envolvem o objeto descrito. O resenhador deve proceder seletivamente, filtrando apenas os aspectos pertinentes do objeto, isto é, apenas aquilo que é funcional em vista de uma intenção previamente definida. Assim, resenha descritiva é um resumo que você escreve descrevendo e dando ênfase aos tópicos da obra . Nela, você busca ressaltar esses tópicos sem nenhum julgamento, sem interferência para que não perca o sentido da obra descrita.
A resenha acadêmica utiliza-se como instrumento textos científicos, de deve ser vista de uma forma descritiva. Neste tipo de resenha existem alguns passos a serem seguidos:
a) identificar a obra colocando os dados bibliográficos essenciais do livro ou artigo resenhado, indicando o capítulo ou a parte objeto da resenha;
b) apresentar a obra, situando o leitor descrevendo em poucas linhas todo o conteúdo do texto a ser resenhado;
c) descrever seu conteúdo utilizando parágrafos para resumir claramente o texto resenhado e finalizando com a conclusão a que chegou sobre o assunto abordado. O resenhista de uma resenha descritiva não deve dar sua opinião a respeito da obra, apenas a conclusão a que chegou durante a leitura do capítulo ou artigo em questão.
As resenhas são um ótimo guia e uma ferramenta essencial para acadêmicos que precisam selecionar quantidades enormes de conteúdo em um tempo relativamente pequeno. Agora é questão de colocar a mão na massa e começar a produzir suas próprias resenhas!
Exemplo de Resenha Descritiva
Romero, Ademar Ribeiro (org). Avaliação e contabilização de impactos ambientais. São Paulo: Unicamp e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 1a edição, 2004. Por Marta KanashiroHá muito se estabeleceu e predomina na relação homem/natureza, uma ordem na qual o segundo elemento está a serviço do primeiro e é encarado como algo a ser dominado, explorado ou vendido. Apesar da discordância de lideranças indígenas, intelectuais e ativistas, sobre a possibilidade de se atribuir valor econômico para a natureza, o que está em curso, em processo cada vez mais acelerado, é exatamente isso.
A questão é inclusive entendida por muitos economistas e até ambientalistas como necessária para a defesa da natureza, o que transforma o mercado num lugar de justiça, pois entende-se e argumenta-se que o cálculo de valores é fundamental para reparar as agressões sofridas pelo meio ambiente, punir os agressores ou reparar as comunidades prejudicadas.
É nesse sentido que mensurar, monitorar e avaliar impactos sobre o meio ambiente é um tema cada vez mais discutido pela economia, que tem como algumas de suas preocupações recentes a criação e aperfeiçoamento de ferramentas e metodologias que possam contribuir para isso. O autor mostra bem essa preocupação dos economistas e traz um panorama das metodologias para avaliação, mensuração e monitoramento dos impactos ambientais tendo como objetivo principal foi contribuir com a proposta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de elaborar um conjunto de indicadores de sustentabilidade e um sistema de contabilidade econômica e ambiental (Sicea).
Além de discutir esses dois temas, os textos contemplam o monitoramento e avaliação de impactos sobre vegetação; biodiversidade local; qualidade da água; dos assentamentos rurais na Amazônia; do uso de agrotóxicos; da agropecuária; e trazem indicadores de processos de degradação do solo, desertificação e emissões de gases de efeito estufa. Já os textos da segunda parte, reservam-se à exploração da avaliação
socioeconômica de impactos ambientais.O livro como um todo se aproxima da linha teórica “economia ecológica”, uma das duas principais correntes teóricas da economia do meio ambiente. A introdução, o autor explica resumidamente essa linha e a conhecida como neoclássica ou economia ambiental, a qual se opõe. De acordo com ele, a “economia ambiental” entende que os recursos naturais não representam um limite à expansão econômica, já que tais limites podem ser indefinidamente superados pelo progresso técnico. Nesse caso, são principalmente os
mecanismos de mercado que garantem essa ampliação dos limites. Como exemplo, Romeiro aponta a possível escassez de determinado recurso (energético, por exemplo, que é transacionado no mercado), traduzindo-se em elevação de preço, na indução de inovações para poupá-lo e na substituição por outro recurso mais abundante. Por outro lado, quando o que está em jogo são recursos naturais coletivos, como a água, sua escassez não se traduz em elevação de preço, mas em “externalidade ambiental
negativa”. A economia ambiental defende que, quando isso ocorre, o Estado deve intervir, definindo o direito de propriedade ou atribuindo valor aos recursos, para que o agente prejudicado possa ser compensado ou indenizado. As externalidades negativas são eliminadas quando o Estado cobra dos agentes poluidores taxas ou multas para possível recuperação ambiental.Já a “economia ecológica” considera, segundo Romeiro, que o sistema econômico é um subsistema de um todo maior – o meio ambiente, que o contém, impondo restrição absoluta à sua expansão. O economista explica que, nesse sentido, capital e recursos naturais são complementares e o risco de perdas irreverssíveis é considerado relevante. Os indicadores de sustentabilidade têm como papel fundamental a determinação e avaliação de uma escala aceitável de degradação ambiental e, assim como o sistema de contas ambientais, fundamentam o processo de tomada de decisões, adoção de políticas ambientais e conscientização ecológica. Essa linha teórica considera eficientes os mecanismos de mercado para internalização dos impactos ambientais, mas não para impactos que atingem populações distantes ou gerações futuras. A conscientização ecológica tem papel decisivo para essa corrente, em especial nesses casos.
Apesar de amenizar a relação com o mercado, ambas as correntes apostam na utilização de seus instrumentos e em nenhum momento questionam a valoração econômica da natureza, muito pelo contrário. Por exemplo, “Valoração econômica dos serviços ambientais de florestas”, texto de Peter May que compõe a segunda parte do livro, chama atenção para a relação entre a valoração econômica e a conservação de
recursos naturais. Para May, há um consenso emergente de que essa valoração pode apontar caminhos para a importância dos recursos para a sociedade. Os créditos de carbono são um exemplo de instrumento de mercado aplicado para reforçar a conservação. O autor propõe um panorama de metodologias acerca de avaliação e contabilização de impactos ambientais, também pode ser lido para questionar se ainda existe possibilidade de não transformar natureza em capital, aliás, um processo que está tão adiantado que é difícil acreditar na reversibilidade, contestação ou seu questionamento.”
Em breve novos posts
Oi gente em breve estarei postando coisas novas!




