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SÃO PAULO - O Fortis, empresa belga-holandesa de serviços financeiros, adquiriu hoje todos os certificados de crédito de carbono vendidos no primeiro leilão do gênero realizado pela Bolsa de Mercadorias&Futuros (BM & F). O grupo ofertou 16,20 euros por tonelada e comprou todos os créditos oferecidos, correspondentes a 808.450 toneladas de dióxido de carbono. Assim, o leilão movimentou 13 milhões de euros (R$ 33,8 milhões).

Esses créditos eram da Prefeitura de São Paulo e foram gerados pelo Projeto Bandeirantes de Gás de Aterro e Geração de Energia, que promove a queima de metano do Aterro Bandeirantes. O dinheiro irá para o Fundo Municipal de Meio Ambiente, gerenciado pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente, e dará aporte a investimentos na região do aterro.

Localizado na zona norte, o Aterro Bandeirantes é considerado um dos maiores do mundo, recebendo cerca de 7 mil toneladas diárias de lixo, metade do total produzido em São Paulo. Desde 2006, ele começou a receber os créditos de carbono previstos pelo Protocolo de Kyoto ao adotar um mecanismo que queima o metano liberado na decomposição do lixo. Esse gás é um dos maiores responsáveis pelo aquecimento do planeta, e 80% de sua queima no aterro é utilizada para acionar uma usina termelétrica com capacidade de gerar 175 mil MWh/ano.

Os certificados leiloados hoje foram gerados dentro do chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, previsto no Protocolo de Kyoto. Por esse mecanismo, projetos que diminuam as emissões de CO2 em países em desenvolvimento são certificados e os papéis resultantes do processo podem ser vendidos. Os compradores são de países ricos, que compensam assim as próprias emissões de carbono.

Fonte: oglobo.globo.com

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